segunda-feira, outubro 31, 2005

“É cantar sem medo”

Não ficaria de consciência tranquila se não esclarecesse que sou adepto do Sporting (eu sei que ninguém diria, mas não o consigo esconder). Confesso que, muito (mas mesmo muito) a lés do que por lá se passa, vou torcendo pela doméstica Naval. E que poder gritar a meio de um jantar repleto de adeptos benfiquistas “Golo! Chega-lhes Fogaça!” me enche a alma de satisfação.
Fui, até, incapaz de evitar uma sonora gargalhada quando, aos 80’ de jogo, os tais adeptos rejubilaram de genuína alegria com o empate do Nuno Gomes, frente à Associação Naval 1º de Maio, em pleno Estádio José Bento Pessoa, na Figueira da Foz.

Esta Naval pode já nada ter a ver com a sua origem, pode até ser um clube descaracterizado; uma marca, infelizmente, à má imagem de outros. Mas este lado irracional tempera-se com afectos e é vacilante. Sábado, só me restou fazer de conta que isto não interessava, embarcar na marcha; com o Tejo mais perto do que o Mondego.
Lx
PS – O título é, obviamente, plagiado de uma das melodias mais emblemáticas lá do meu “Big Bang”. E conseguisse eu também cantar sempre assim.

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