terça-feira, maio 10, 2005

o irracional na senda da liderança



Ora então já estamos. Já quase na barreira dos 40.000, começou-se a noite a recordar aquele meu. O relato comoveu o estádio e parece-me que também os jogadores.

A enchente já se tinha feito notar no metro, mas o abençoado B10 lá manteve os lugares do costume livres.
A “curva” transbordou em desabafos, desde o “nascemos para sofrer” - aos 89’ após uma falta desnecessária; ao “este gajo lixou-nos o campeonato” - depois do amarelo ao Liedson (sendo que o gajo era o árbitro); ao meu favorito da noite, “vamos lá #*€£-@& em casa, para a semana até a barraca abana!” - isto já na descida do 2º balcão.

Brejeirice à parte, o que mais retive foi o clima particularmente efusivo. Depois do último embate, o estádio, ao rever a equipa, fez lembrar um casal de namorados todos melosos antes do primeiro arrufo (que segundo me lembro começou com estes dois a voltaram a asneirar na defesa). E, claro, para a história vai ficar toda a sequência do golo.

Já com o Capitão em campo, falta sofrida do lado esquerdo do ataque, fora da grande área. Tello para a marcação. O público começa a marcar o ritmo ao som das palmas:
“TA tete TA tete TA tete TATATATA!
tete TA tete TA tete TATATATA!
tete TA tete TA tete TATATATA!”.
Tello olha, parece tranquilo. Pé esquerdo, bola sobre a barreira, Palatsi estático.... “Bandeiras desfraldadas ao vento! É disto que o meu povo gosta!”
Lx


PS – depois de arrebanhar tudo o que eram fotografias a diversos “sites da bola”, vou agora tentar utilizar produção caseira. Já sei que não vou conseguir, mas aqui fica a primeira tentativa. Pareceu-me um bom sítio para beber uma “jola” quando tudo estiver resolvido (bem ou mal).

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