segunda-feira, abril 11, 2005

A 2ª do irracional




Este fim de semana tudo correu como deveria. Revestiu-se até de contornos deliciosos.
Apesar de não ter assistido a Boavista-FCP, estava na Invicta...
Cheguei a Lisboa ainda a tempo de comer qualquer coisa e seguir para a estação de Metro a caminho de Alvalade. Quando saí de casa, subsistia o nulo em Vila do Conde (isto a meio da 2ª parte). Enquanto esperava pelo Metropolitano propriamente dito, fui espreitando para a tela da MTV (o canal de televisão interno do metropolitano de Lisboa). Primeira comoção, já com a estação repleta de cachecóis verdinhos, eis que vejo finalmente o golo do Cadú. Aplausos no subterrâneo.
Saio no Campo Grande e assisto à movimentação habitual, devemos ser outra vez à volta dos 26.000. Não tão habitual são os gritos e os aplausos que já se ouvem das galerias do estádio. É que o Sporting ainda não tinha entrado em campo. Telefonam-me a dizer para ir avançando.
Assim que acabo de ser revistado passo rapidamente pelos torniquetes e espreito para uma das televisões. Vejo um tipo vestido de verde e branco a correr pelo lado direito de um campo de futebol. De repente fez-se um enorme silêncio nas imediações. O tempo pareceu parar. Vejo o centro de Saulo, com a bola a cruzar a área depois de galgados uns metros valentes. Está a aparecer um tipo de verde e branco pelo meio da área... Golo! Miguelito! O estádio delira! Afinal de contas, apesar de na vertical, as riscas deles também são verdes...
Subo as escadas a correr. Depois de percorridos os 6 lances, encontro uma enorme multidão esfaimada, de sorrisos alucinados (acho que cheguei a vislumbrar algumas bocas a espumar). Tive que fazer umas cargas de ombro para me aproximar do B10. Assim que acabo de atravessar a pandilha, e enquanto ainda era possível vislumbrar qualquer coisa, inclinei a cabeça para trás e deitei um último relance ao pequeno ecrã de televisão. Vi um grande plano de António Costa, a fechar os olhos enquanto ficava um pouco vermelho e com as bochechas inchadas. Apito final. Abraços, risos, até choros.
Entro no sector, enquanto me sento na “curva” já se entoa o clássico “SLB! SLB! SLB! SLB! SLB! … SLB! … SLB!”
Alegria no estádio, momentos depois entram as equipas em campo.
Foi sofrido, a equipa sentia a pressão, o Beira-Mar queimava tempo, o Paíto falhava tudo... começaram os assobios... será que estes camelos vão desperdiçar isto? Não, mais uma vez Liedson resolve... Voltam os clássicos, “Só eu sei...” “SLB...”. Apito final. Dei por mim a cumprimentar pessoas que não conhecia (!?).
Depois de Newcastle, com a segunda mão a ter de ser sem “quem resolve” e “com quem não ainda não marcou”, a “lagartagem” recupera a confiança.
Por fim, já na estação do Campo Grande, um último grito de guerra. O Metro tardava outra vez, não havia espaço nem para uma formiga, e tudo a olhar para os ecrãs de MTV a fazer tempo (enquanto se preparavam as piadas para o dia seguinte... ). Eis que surge novo resumo desportivo. Miguelito chuta... Golo! O Metro em delírio... Lx

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