segunda-feira, outubro 17, 2005

Negro Irracional

Silêncio da Juve Leo. Nunca tinha visto (ouvido) tal coisa desde que me meti nisto de ir ver jogos de futebol a Alvalade. Muitas vezes aqueles tipos irritam-me com os “allez” e os “força Sporting”, porque me parece que sem chinfrim se poderia apreciar melhor o jogo. Mas ontem não foi o caso. E o silêncio só começou na segunda parte.
No início, variados apelos para um apoio massivo e incondicional à equipa. E justiça nos seja feita; às vezes não houve grande apoio, mas também se dispensaram as comoções dos últimos jogos. Mesmo quando razões não faltavam.
O jogo, propriamente dito, sem grande história. Até porque não chegou a ser propriamente um jogo; a Académica fez o que lhe competia e aproveitou uma falha (de um dos tipos que eu mais gosto de ver jogar) a marcar. Ainda desperdiçou algumas outras ocasiões, é certo, quando o SCP se encontrava desequilibrado no ataque ou displicente na defesa. A Académica não foi uma equipa deslumbrante, mas deslumbramentos em Alvalade… pois...
O Polga e o Ricardo fizeram, na minha humilde opinião, das melhores exibições da época (não, não me enganei); o Tello foi irregular, o Moutinho tímido e o João Alves (tudo bem que não estava a jogar na sua posição natural) continua sem me dar razões para que eu o elogie (sabendo eu que ele vive muito bem sem isso). Os restantes estiveram lá, mas eu, a partir de certa altura, parecia que não. Desde a travagem brusca no final da A1 que as minhas emoções se anestesiaram e, se me posso gabar de muita sorte por ninguém me ter me ter batido, parte da habitualmente barulhenta JuveLeo não se arrogar do mesmo.
A oito minutos do fim, após um ligeiríssimo laivo de bom futebol leonino (culminado sempre em maus cruzamentos, mas já com algumas palmas – às vezes o pessoal não se importa assim tanto de perder, desde que os tipos corram e se esforcem) a Juve voltou a fazer-se sentir, acompanhada pelo Corpo de Intervenção. E cirurgicamente dirigiu-se a Dias da Cunha e a Peseiro.
E cá vou eu então falar também do Gnu, que treina a equipa desde o ano passado e já me presenteou neste com duas eliminações europeias (a última diante de uns cepos suecos) e uma derrota face à capital do móvel. Nunca quis que ele saísse prematuramente, mas hoje acho que ele já não se vai aguentar. Comete erros e diz coisas que não devia. A solução que desencantou para lidar com o Ricardo (deste falarei noutra ocasião) é na minha opinião uma valente palermice. Aquele ar de puto mimado, que vai para a escola primária de mão dada com o avô, que se esforça por decorar a tabuada dos sete mas tropeça sempre na dos seis irrita-me e, percebe-se porque é que é treinador e não jogador. Mas ontem a culpa não foi dele. Se o Douala não acertou um passe, se ninguém se esforçou por pressionar um atacante adversário, escusam de gritar “Peseiro , ca#$&, pede a demissão”. Os tipos o ano passado pressionavam. A equipa não se esforçou, não se mexeu, não quis. Concordo que a motivação que um treinador possa ou não dar seja crucial; mas quando ninguém quer correr ele continua a dispor apenas de 3 substituições. E ponham lá um Camacho qualquer, se disso precisarem para chegar à mesma conclusão. Rapaziada, sem brio profissional, quem se safa é a “Briosa
Com a barulheira no final de ontem, creio que este já foi “out the window”:

"he was smart
he was wise
he'd profoundly philosophize
empathy for all humanity
'til one day by an open window
there's a note that read
I've gone out the window - I'm dead
he said yes to life for all of his life
but then one day he said no
I gotta go out the window
we all go out the window
catch me I am falling
catch me I am calling
catch me we are falling
catch me we are calling"
Lx
PS – Imagem da UEFA, e vejam esta do “Professor Marcel”... volta Barbosa...

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