quinta-feira, maio 12, 2005

"Entra Pacheco!"

Não sei precisar há quanto tempo foi exactamente, mas talvez tenha sido há 3 anos. Conjuntamente com a exposição World Press Photo, estava uma outra, doméstica, promovida pela Visão, com o parâmetros em tudo idênticos à primeira, mas recorrendo apenas a fotografias nacionais. Nela fiquei a saber a origem da expressão que serve de título a este Post. Pacheco era um dos guitarristas que acompanhavam Amália e, segundo me lembro, era o encarregue dos “solos”. O “Entra Pacheco!” era o mote dado pelo público assim que sentia que o artista ia embalar para mais uma “guitarrada”.

Transformado que está este Blog numa salada russa de contra-emoções, venho desta forma prolongar um pouco mais a rapsódia.

Por forma a não alterar a ordem, gostava de começar pela crítica musical. Caricaturei uma cena que não me envolvia só a mim e, como tal, percebi agora que ultrapassei a barreira das minhas competências. Gostava de realçar que não quis desta forma pôr em causa o gosto ou sabedoria de ninguém. O propósito era incidir a caricatura sobre mim, mas de boas (e más) intenções está o inferno cheio. Não julguei que fosse dramático, mas aqui fica a minha penitência.
Para encerrar este capítulo, o que eu achei destes em 95 foi precisamente que tinham presença em palco para dar e vender. Não foi preciso dizer que “se gravasse um disco ao vivo era aqui” nem usar 32 fatos durante o concerto.

Em segundo lugar, porque acho que importa ouvir os comentadores. Como penso que não disfarcei, não gosto do Luís Delgado. Ou melhor, não o conheço como pessoa, até acredito que possa ser um pai extremoso, um marido fiel ou um filho exemplar. Mas para além de raramente concordar com as suas opiniões, não creio que sejam baseadas em critérios inocentes.
Embora me desse jeito pensar que ele é burro, desprovido de intelecto e incapaz de encadear um raciocínio lógico, tal não acontece. Julgo (e julgar é demasiado fácil) é que por variadíssimas ocasiões ele caiu na tentação de me fazer passar a mim, o espectador, por um ignorante, por papalvo, por imbecil. Apenas a título de exemplo, o argumento de que a única coisa que Marques Mendes vai conseguir ao não autorizar a recandidatura de alguns autarcas suspeitos ou mesmo culpados por crimes ou ilicitudes fiscais é perder câmaras do PSD, creio, do alto da minha sobranceria que é muito pouco para alguém que se diz comentador político. E “isso no fundo não interessa para nada”? Cada um terá a sua opinião, a minha, é que sim. Porque se está a falar de um membro de um conselho de administração de uma empresa de capitais públicos que concentra e tutela vários órgão de informação. Ou seja, “detentores de alguma responsabilidade (e consequência) na sociedade em geral (indústria, banca, saúde, educação, justiça, construção, administração pública, etc...esqueçam a política)”. Mas a imprensa é só política e isso não influencia a vida das pessoas?. Não esqueçam a política.

Dado que mais uma vez me alonguei em demasia, para já fico por aqui. Apenas “um posterior”. Nas poucas conversas que ainda conseguimos articular sobre a criação deste Blog, pouco ou nada ficou decidido. Mas creio que uma coisa posso assegurar, não foi para ficarmos com remorsos. Ainda no outro dia um amigo meu me perguntou, “mas ouve lá, para que é que serve um Blog?”. Ao que eu respondi “Bem, servir servir, não serve para nada”. E vai daí, criou também um...
Lx

3 Comments:

Anonymous CF said...

Gostava só de fazer uma correcção: O "Entra Pacheco" não era dito pela Amália, mas sim pela Hermínia Silva, senhora essa a que eu assisti, já lá vão uns 20 anos, a beber um valente balão de Brandy Constantino, o da fama que vem de longe, antes de um espectáculo. Não assisti depois ao espectáculo mas não é difícil imaginar que o Pacheco tenha entrado muitas vezes(para dar tempo da senhora se orientar).

11:32 da tarde  
Blogger Jq said...

Obrigado pela correcção.

1:12 da tarde  
Blogger Jaf said...

Ou então esse Pacheco era um guitarrista muito promíscuo...

1:12 da tarde  

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