segunda-feira, abril 24, 2006

Só eu sei...

Comoção, tragédia, apocalipse, goleada. O Campeonato entra na fase decisiva, pelo que me abstive de ver as minhas duas equipas da superliga e fui alombar com mais uma sequência danosa de golos. Eventos importantes todos à mesma hora e, grande pena minha, tive de descartar a o ponto da Naval ao vivo. Neste, qualquer resultado seria bom, e se calhar o ponto ainda pode safar a Naval (se é que a Naval, sendo o que é hoje, tem alguma safa).

A equipa de ontem já nos tinha demonstrado as agruras da idade por duas vezes (uma em treino, outra a doer). “Special Ones”, chamam-se os catraios, indivíduos ainda salutares de pulmões e fígado, com corrida desafogada. Como diria um qualquer Luís Campos, “embora as vitórias morais não contem, tenho de dar uma palavra aos meus jogadores, que foram dignos dentro de campo”. Ou mesmo, num registo mais Carlos Brito, “Não discuto a justiça do resultado, e não foi pela arbitragem que perdemos, mas é inadmissível que um árbitro veja uma falta do outro lado do campo e não sancione o fora de jogo escandaloso que deu origem ao primeiro golo”.

Ainda em branco neste campeonato, depois se só ainda não ter jogado a guarda-redes (quando joguei a ponta de lança, estava a ser defendido pelo Bruno Caires; amiguinhos, hã?) desta vez não tive nenhuma oportunidade de facturar (nos três jogos anteriores, três perdidas imperdoáveis...). Curioso é que apesar de termos perdido pelos mesmos números da primeira volta, desta vez estivemos bastante melhor. Ao intervalo estava 1-0, e os petizes já estavam a ficar irrequietos. Mas demos o berro na segunda metade.

A luta pelo quarto lugar mantém-se, o que nos pode conferir direito à subida de divisão. O que já não volta é a forma de outros tempos. Uma boa desculpa são os comes e bebes desenfreados a que quatro titulares de ontem se entregaram no casório de sábado. Eu, pela minha parte, cometi ainda o pecado capital de não me ter negado um “puro”, interrompendo 2 anos, 10 meses e 9 dias de privação fumegante (apenas com quatro ligeiras incursões por cachimbos de água). Estava portanto, parafraseando Alves, Gabriel; “com um défice nos índices físicos”.

Eu já não gramava muito o Mourinho, a garotagem dizimou a réstia de simpatia que existia.
Lx

PS – Parece que houve aí um certo Holandês que, com o triplo do orçamento dos restantes, até ganhou um qualquer título a duas jornadas do fim. Se alguém o vir, faça o favor de lhe dar os meus parabéns. Não há nada como quebrar um enguiço de 30 anos, hehehe... parabéns FCP.

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