quinta-feira, julho 21, 2005

Desafinado

É sempre delicado falar sobre o que é o povo. O que o povo sente, o que o povo percebe, o que o eleitorado pretende, o que mobiliza a sociedade civil. No entanto, arrisco-me a afirmar que, mais que nunca, o comum dos cidadãos (eu incluído) sente que as finanças públicas condicionam fortemente as políticas de um governo (e como tal o meu dia a dia); percebe que um país pobre não deve ziguezaguear na sua estratégia de investimento público; pretende políticos esclarecidos e determinados (ainda que suficientemente inteligentes para duvidar) à frente dos destinos da nação; não se mobiliza muito facilmente, ou seja, convém que não brinquem com assuntos sérios se pretendem a sua colaboração (vulgo sacrifício).
Posto isto, hoje algo não bate certo. Hoje percebe-se que alguém se enganou. Demitir um ministro não é invulgar e muitas vezes é apenas a tradução da lei da vida numa estrutura orgânica – faz parte, é necessário, pode ser inevitável, pode ser vital. Mas demitir um ministro das Finanças de um governo suportado por uma maioria absoluta, que sucede a um período de instabilidade política, após pouco mais de 100 dias da sua tomada de posse e numa altura em que este ministério necessita de um político forte que tenha a coragem de tomar medidas impopulares não é um acontecimento trivial. O cansaço e as razões pessoais que me desculpem.

Lx

PS – O título; a foto, como de costume, não é minha...("TSF")

1 Comments:

Blogger Jaf said...

O povo não precisa disto, porque o povo é povo,tal como o Benfica é o Benfica...continuando com as alusões futebolísticas, espero que o governo não entre numa fase tipo Beira-Mar em 2º volta, ou seja na fase submarino...

Os ministros independentes políticamente dos aparelhos são como os iogurtes, têm um prazo de validade curto...

Isto prova que o Jorge Coelho não anda só preocupado com as autárquicas... ainda tem tempo para telecomandar o 1ºMinistro...

1:29 da tarde  

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