domingo, maio 01, 2005

complemento sem reforma



Nos últimos fins-de-semana tenho andado em tournée (há quem diga que nos últimos anos, mas essa é outra história).
O meu parceiro de blog já enunciou as constatações reveladas pela sua velhice. Em jeito de complemento, aqui ficam algumas das minhas.

Farto de viajar, dois dos melhores momentos que consegui reter já não estão relacionados com noitadas ou aglomerações arrebatadoras de pessoas e acontecimentos.

Um foi acordar hoje e perceber que não precisava de ir para nenhum lado.
O outro (no fim de semana passado) foi finalmente adiantar a leitura actual, a apanhar Sol e a beber uma água tónica (a foto ficou com publicidade mas foi sem intenção, nem ela era assim tão boa nem eu estou assim tão velho):
"O coronel visitante endireita-se, enfia um dedo no bolso do colete. Meu caro inspector, começa então, o idealismo pode deixar de ser uma virtude militar para se tornar num instrumento do terror. Ipsis vervis, terror. Não vale a pena citar exemplos, as revoluções estão cheias deles. Mas, e aqui é que bate o ponto, nessa transformação há sempre uma raiz puritana, dê-se a volta que se lhe der, e com Dantas foi o que aconteceu. Embora não parecesse, o major Dantas, fosse no Colégio, fosse no quartel, fosse nas aventuras, com mulheres, em tudo, mas em tudo, o major Dantas metia sempre idealismo à mistura."
Lx


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