quinta-feira, dezembro 22, 2005

Irracional tranquilo


De volta ao estádio depois de 2 ausências, estava sobretudo a pensar no frio que estava a sentir na “curva”. Já não estou a falar de fresco, mas mesmo daquela brisa sentida de “só eu sei...”.
Aplausos ao Ricardo antes do jogo começar! Ele costuma cumprimentar a Juve (quando o sorteio tem o resultado habitual), mas muitas vezes sem grande feedback. Caramba, o que muda quando falto a dois jogos. A confirmar a tese, assim que o rapaz fazia qualquer coisinha (umas mais difíceis que outras), lá vinham aplausos a rodos. Chegou a ser caricato.
Alguns sustos nas duas balizas e eis que, num lance confuso (pelo menos para mim, que ainda não vi a repetição), o Rogério se lesiona. Durante uns momentos houve algum desnorte; ordem de substituição e um inédito. Aplausos. Muitos aplausos. O lateral direito ainda mal se tinha levantado e já estava a “ter” que agradecer. “Desliguei” do jogo até ele desaparecer para os balneários. Sempre ao som das palmas. Está de saída e vai fazer (muita) falta.
Fala-se muito no jogador brasileiro calão, sem postura profissional, que malha umas jolas, chega-lhe numas picanhas (até mesmo às refeições); por isso, se calhar, não foi mau louvar um bom exemplo. Não me lembro de alguma vez ter achado este tipo desleixado ou inconsequente. Até na conferência de imprensa foi comedido. O muitas vezes injusto público de Alvalade não lhe regateou elogios na despedida.
De volta ao jogo, eu, que como qualquer "lagartão" de curva também já escolhi um Cristo da equipa que apoio para que a hora e meia se passe melhor (e ontem estava frio), questionei pela milésima vez porque é que raio foram buscar aquele artolas do João Alves. Nisto, o animal escorrega enquanto marca um livre para a área (“Palerma!”) e aparece o Levezinho a facturar o primeiro. Este andava a ser semi-assobiado pelo público (nunca se insulta com muita veemência um gajo que pode começar a marcar golos à estúpida), e o ambiente, que já estava a registar as primeiras assobiadelas, começa a desanuviar.
Um dos outros mal amados marca um canto e o Tonel, central que não faz floreados e despacha a bola (perfil sobejamente apreciado), azimbra-lhes o 2º. Começo a ponderar a hipótese de uma segunda parte tranquila. Mas baixinho.
Intervalo. Dou por mim a admirar a lista de bebidas do bar. Quente, só mesmo café. De resto, só cervejas e “Ice-teas”. Estes tipos são mas é doidinhos. O meu reino por um chocolate quente. Ou um chá (também quente). E umas bolachas, vá lá, daquelas de manteiga. Um crepe ou um scone também não iam nada mal. Bem, um croissant com queijo e fiambre, assim na chapa, do género tosta mista, isso sim, é que vinha a calhar. Ou mesmo uma tosta de frango, das que vêem com tomatinho...e, nesse caso, a cerveja já não cairia propriamente mal... Eh pá, segunda parte.
Sucedem-se as substituições. Deu para ver um Nani nervoso em dia não e confirmar que este é o sucessor natural do Deco.
O Liedson falhou várias bolas, mas acaba por marcar outro golo (que pareceu um bocado de raiva) e o Rio Ave pareceu-me sem grandes argumentos.
Nota final em relação ao Idalécio, parece pai dos outros (o – que faz muita asneira, mas nunca desiste - parecia um pigmeu ao pé dele).
No final todos tiveram direito a aplausos. Afinal, foi mesmo tranquila a segunda parte. Como era o Rogério a lateral direito.
Lx

PS - Foto de Futegrafia.com

1 Comments:

Anonymous druida said...

epá o gajo dá uns toques, faz umas habilidades, é rápido, marca livres, tem um remate como há poucos, mas daí até ser o sucessor do deco!!

7:27 da tarde  

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