domingo, julho 24, 2005

Caiu ao chão

Uma das minhas habilidades recorrentes é partir as capas dos CD’s de que mais gosto. Alguns caminham já para a quarta caixa.
Estes “homicídios” ocorrem sempre de forma escusada e esta foi a última vítima. Vá lá que sempre serviu de desculpa para o voltar a ouvir. E de me perguntar porque é que não ouço mais vezes o que realmente gosto.

Aproveitando o balanço da veia saudosista, aqui estão uns tipos que tenho pena de terem desaparecido. Sem anúncio formal, sem site oficial na net, sem os ter visto ao vivo.
Lembro-me de terem vindo a Portugal, andava eu no 10º ou 11º. Foi no coliseu de Lisboa e li na altura a crítica do Blitz. Elogiaram a música, a luz, o som. Eu, que não costumo (em rigor, costumava, há muito que não leio) gostar das críticas destes tipos (prosa sempre muito sabichona e pretensiosa). Nunca os consegui ver e, desde aí, não paro de procurar um CD pirata de um concerto deles (que teve direito a artigo de opinião do “Expresso”). Só ainda consegui arranjar uma música com qualidade sofrível.
Provavelmente a música deles parou no tempo, mas a mim também já me apeteceu ter ficado nos 17.
Uma das coisas que mais lhes aprecio é a forma aparentemente desconexa como a letra e a música se combinam. Ao ler apenas as letras, não parece existir sequência lógica. E voz da Harriet…
A band
a que eu gostava de ter tido. Pudesse eu escrever este post da mesma forma como eles faziam música.
Picture myself as a thin white child
Back to the day I was born
They slapped me into line as it crossed my mind
I’ve felt better
I’ve felt worse
Lx

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