quarta-feira, março 01, 2006

A lógica do D. Duarte

Tenho cá para mim que começar um post com uma citação do D. Duarte não é propriamente abonatório. No entanto, cá vai.
Respondia o senhor em causa, há uns dias no "Pessoal e... transmissível" da TSF (31 de Janeiro de 2006), quando lhe pediram para indicar uma característica própria do povo Português, que tínhamos um problema de falta de lógica. Isto vindo de um monárquico dá que pensar.

Dizia ele que a nossa inteligência não é inferior à dos restantes povos, que somo assim como toda a gente; mas que quando agimos, o fazemos contra a nossa determinação. Votamos em quem não gostamos, queremos que as coisas fiquem melhor, mas a coisa não passa daí. Mais ou menos o fado português habitual, mas descrito de forma singela.
Não creio que o D. Duarte seja propriamente um vulto do pensamento sociológico, mas confesso que me surpreendeu. Embora faltassem acrescentar uma data de factores à análise, não consigo deixar de lhe dar razão.

De uma das últimas vezes em que não contrariei essa tal de lógica, resultou essa obra prima aí em cima. E acontece que, de entre diversas condicionantes de qualidade, foi das menos más do rolo em causa (imaginem as outras, hehehe!). Apesar de ter saído precisamente ao contrário do pretendido - não era a semi-fronha de um dos animais que escreve neste blog que eu pretendia apanhar; era mesmo o bar com mau aspecto onde ficámos a entreter uma jola Irlandesa antes do avião de regresso (isto do analógico tem destas subtilezas: quando finalmente se vai revelar é que afinal parece que não...).
Tinha de ser à pressa, porque a clientela era um bocado para o diversificada, tal como a música, e se a coisa desse para o torto já nem pernas tínhamos para correr (sobrava terreno).
Talvez resultem mais destas à pressa. A conferir.
Lx

2 Comments:

Anonymous druida said...

ele até podia ter revolucionado a economia moderna que mesmo assim não tens desculpa...:)

11:51 da tarde  
Blogger Jq said...

Tem uma certa razão, D.Druida... Hehehe!

5:55 da tarde  

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