terça-feira, junho 06, 2006

Dias que não senhor

Ando numa de fado do desgraçadinho, cheio de vontade de me pirar e ir de férias. E aiaiai que não tenho tempo e aiaiai que ando cansado. Mariquices (sem qualquer conotação homofóbica).
Vai daí, dado que quanto a férias a coisa está cada vez mais negra, dei por mim a imaginar aonde é que me apetecia estar agora, se pudesse escolher. Do género, entrava aqui o Gaitas e exclamava:
“Jq pá, pega as chaves do jacto, desaparece dois dias que eu fico aqui a tratar-te do expediente”.
Eu acho que iria para aqui:

E exclama o leitor (qual leitor?!):
“Ainda a Croácia?! Então não tens mais nenhuma para contar? Armado em Carrilho com o Dinis Maria e as agências de comunicação, só porque levou na fronha do Carmona? Se é para isso, mais valia continuares à espera do início do campeonato!”

E tem razão, o leitor (mas qual leitor?!):
- fotos do "Guggas"; ainda por revelar;
- posts inacabados/fora de prazo; já passei a meia dúzia;
- parabéns atrasados ao recém-chegado elemento deste blog com um relato do género “A culpa disto tudo é minha porque ando embarcado”; silêncio absoluto (é mais um com os 30 no horizonte, desde Sábado, o PSIL);
- calçado da Zara em Felgueiras, que eu a Fátima é que defendo o povo mas neste caso a autarquia fica calada; agora talvez não;
- O “Picaretas”, indivíduo que depois de ter estado na viagem que baptizou o nome desta miséria cibernética de frequência duvidosa, nos fez regressar à mui frenética Corunha (onde “Jesus Cristo é o Senhor, porque eu isso não lhe admito”, sem “wireless”) para a sua despedida dos tempos “a solo”; e que entretanto (pasme-se!), deu mesmo o salto, engalfinhou-se contratualmente com uma louraça de bata branca; tudo a escapar incólume...

Sim, a escassez de concretização só se assemelha ao ataque do benfas. Mas chega de desgraças, apetecia-me era voltar aquela mesa à beira-mar, onde depois de um mergulho no Adriático, dei por mim entregue a mais um cappucino, a discutir as grandes problemáticas da humanidade com o JAF, ao som de uma música étnica desconhecida, semelhante ao fado.
Estou em crer que chegámos até a comentar a simpatia das eslavas que servem cappucinos - que há miúdas giras mas antipáticas ou inconvenientes; miúdas giras mas que resvalam para a aparência rameira e desbocada; mas que os cappucinos na Croácia foram sempre servidos por tipas simpáticas. Não subservientes, nem atiradiças, nem espertalhonas - simpáticas como: "estou aqui a trabalhar e trago aquilo que me pedes sem que para isso nenhum de nós se sinta incomodado".

Tenho dias em que este país não vai a lado nenhum e que isto assim não vale a pena; em que estou um bocado farto do tuga chico-esperto habilidoso pato-bravo ignorante e patriota porque pendurou a bandeira e não entregou o IRS; em que começo a acreditar que ser simpático é uma perda de tempo. E dou por mim quase a resvalar para a ambiguidade da frase de um personagem do “24 hour party people”, o produtor de música tresloucado, bêbado e charrado que exclama acertivo qualquer coisa do género “Vou-me embora porque eu sou um génio e vocês uma cambada de estúpidos, uns falhados que nunca hão-de ser ninguém, pelo que estou a perder o meu tempo aqui!”.

Domingo fui pela primeira vez à praia este ano e tenho é de lá voltar brevemente, porque não há nada que este Solzinho não cure. E porque estava bem boa.
Lx

2 Comments:

Blogger Jaf said...

Ditto!!! Bravo!!!

PSIL a minha falha é indesculpável...

6:17 da tarde  
Anonymous Lara said...

caro amigo as tuas crónicas (quase) indecifráveis dão cabo de mim...mas continua a ser um prazer lê-las!:)
Preparado para os gritos histéricos de sexta-feira?tens uma semana para te mentalizar!um repenicado e atrasado beijão de parabens ao PSIL...

3:15 da tarde  

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