quarta-feira, janeiro 09, 2008

Sabatina...

História de uma mulher segura, instruída, de bem com a vida e de bem com a sua cidade, cuja vida mudou quando ela e o noivo são barbaramente espancados num assalto em Central Park. O noivo morre, ela torna-se noutra pessoa...

Torna-se um vigilante improvável...Pega numa arma.

A sequência dos primeiros dias em que ela tenta sair à rua, mas tudo lhe parace diferente: sons, cheiros, cores, luz...o assomo de um medo que antes não se conhecia. É tudo assustadoramente parecido (salvo a dimensão, claro) ao que eu passei quando fui assaltado há uns anos no Porto. Eu mudei para sempre nesse dia...

Dizem que é uma metáfora ao 11 de Setembro. O que eu vejo é uma excelente (mais uma) interpretação de Jodie Foster num excelente (mais um) filme de Neil Jordan.
Dizem que é uma arrozoada proto-fascista. Pode ser, mas é esteticamente perfeita e muito divertida.
A vida sem SNS universal. Assustador no mínimo, mesmo descontando o normal sensacionalismo de Michael Moore. Se forem de férias aos EUA, façam um bom seguro de saúde, mas cá...

Há uns dias no público vinha um artigo sobre o ressurgimento do ateísmo.

Tendo em conta as coisas que se fazem em nome de Deus, não admira.

Mas, também eu acredito, tal como a viúva do jornalista assassinado, que o extremismo nasce da miséria, material e mental.
Perdoem o lugar comum: é de mijar a rir.

E pá vejam, por favor, vejam.
Os pseudo-intelectualoides acreditam que tornar a nossa vida num cabaret é solução para tudo.

Está na lista de alguns críticos de cinema deste ano. Não estaria na minha de certeza.

No DVD está um autocolante a avisar que o filme contém cenas de sexo explicito. Posso vos dizer que nem todo esse sexo explicito é hetero. Comparado com isto, o filme dos cowboys é uma brincadeira.

Continuo com a minha heterosexualidade intacta. Mas vou, em diante, ter mais atenção aos autocolantes nas caixas dos DVDs.

Lembram-se daquele mito urbano de que o Marylin Manson tinha mandado tirar duas costelas para se divertir com ele próprio. Pois bem, neste filme, fora a parte da costelas, tal acto é posto em prática.

Pseudo, indeed...

1 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Ler os teus comentários cinéfilos é sempre um gozo...:) especialmente agora que fiquei sem a minha cábula, a Premiere! pelo menos em forma de papel...
Lara

2:37 da tarde  

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